{"id":677821,"date":"2026-04-25T04:23:10","date_gmt":"2026-04-25T02:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/"},"modified":"2026-04-25T04:23:10","modified_gmt":"2026-04-25T02:23:10","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: EDUARDO LOUREIRO. I &#8212; O recorrente vem condenado na pena ?nica de 11 anos, por via da cumula??o superveniente ? arts. 78.? e 77.?. n.? 1, do CP ? de 24 penas de pris?o, predominantemente por crimes contra o patrim?nio ? de furto (qualificado e simples), no seu mor ?, a mais elevada de 3 anos e a menor de 6 meses e, na sua grande maioria, entre os 6 meses e 1 ano. II &#8212; A medida concreta da pena do concurso ? determinada, tal como a das penas singulares, em fun??o da culpa e da preven??o ? arts. 40.? e 71.?, do CP ?, mas levando em linha de conta o crit?rio espec?fico da ?considera??o em conjunto dos factos e da personalidade do agente? previsto no art. 77.?, n.? 1, segundo segmento, do CP. III &#8212; In casu, tanto as exig?ncias de preven??o, geral e especial, como a culpa s?o em grau elevado, a exigir, e a viabilizar, pena que reafirme solenemente a validade de vig?ncia dos valores infringidos e constitua s?rio est?mulo ao recorrente de reaproxima??o ao dever-ser jur?dico-penal: &#8212; A gravidade do il?cito global ? muito acentuada: &#8212; Os crimes s?o na sua maioria qualificados, pun?veis com pena de pris?o de 2 a 8 anos; &#8212; Os ofendidos s?o no n?mero, significativo, de 23. &#8212; A pr?tica dos crimes protraiu-se pelo per?odo de tempo j? alargado de cerca de dois anos. &#8212; O grau de viola??o dos bens jur?dicos n?o ? minimamente desprez?vel em qualquer um dos casos, sendo que dois dos punidos como furto simples foram, na verdade, furtos agravados por circunst?ncias do n.? 2 do art. 204.?, do CP, por?m desqualificados nos termos do n.? 4 da norma em fun??o do valor diminuto das coisas subtra?das. &#8212; A culpa, lato sensu, ? elevada, denotando a imagem global dos factos firme e prolongada inten??o de delinquir; culpa ainda assim mitigada, mas muito limitadamente, pela sua toxicodepend?ncia, cujo financiamento foi a principal motiva??o da pr?tica dos crimes. &#8212; Na sua rela??o com a personalidade unit?ria do recorrente, o conjunto dos factos e os antecedentes registados revelam propens?o para a pr?tica crimes contra a propriedade. IV &#8212; Ainda assim, o comportamento, e atitude, do Recorrente, ora com 40 anos de idade, anterior e posterior aos factos pode indiciar alguma permeabilidade dele aos efeitos da pena, mitigando a necessidade desta: anteriormente, manteve h?bitos de trabalho regulares e boa integra??o social e familiar, enquadrando-se os seus ulteriores comportamentos desviantes no contexto da adi??o de drogas duras; posteriormente, em meio prisional, vem mantendo comportamento conforme ?s regras institucionais, est? abstinente de drogas e assume consci?ncia cr?tica da sua instabilidade comportamental e vivencial. V &#8212; Acima de tudo, a pena ?nica de 11 anos de pris?o ? a sugerir um quadro de alta e grave criminalidade que, efectivamente, se n?o verifica ?, denota uma certa desproporcionalidade relativamente ? generalidade das penas parcelares, todas de pequena gravidade, que, nem por numerosas, alteram qualitativamente a tipologia criminosa. VI &#8212; Mais conforme a essa proporcionalidade e ? ideia da necess?ria, distin??o entre os casos de alta e de pequena\/m?dia criminalidade, bem como ?s concretas exig?ncias de preven??o e ? medida da culpa, ? a pena ?nica de 9 anos de pris?o que, por isso, na moldura abstracta do concurso de 3 a 25 anos ? art. 77.?, n.? 2, do CP ?, se decreta.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/ce7f8da374dc32768025879200365161?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: EDUARDO LOUREIRO. I &#8212; O recorrente vem condenado na pena ?nica de 11 anos, por via da cumula??o superveniente ? arts. 78.? e 77.?. n.? 1, do CP ? de 24 penas de pris?o, predominantemente por crimes contra o patrim?nio ? de furto (qualificado e simples), no seu mor ?, a mais elevada de 3 anos e a menor de 6 meses e, na sua grande maioria, entre os 6 meses e 1 ano. II &#8212; A medida concreta da pena do concurso ? determinada, tal como a das penas singulares, em fun??o da culpa e da preven??o ? arts. 40.? e 71.?, do CP ?, mas levando em linha de conta o crit?rio espec?fico da ?considera??o em conjunto dos factos e da personalidade do agente? previsto no art. 77.?, n.? 1, segundo segmento, do CP. III &#8212; In casu, tanto as exig?ncias de preven??o, geral e especial, como a culpa s?o em grau elevado, a exigir, e a viabilizar, pena que reafirme solenemente a validade de vig?ncia dos valores infringidos e constitua s?rio est?mulo ao recorrente de reaproxima??o ao dever-ser jur?dico-penal: &#8212; A gravidade do il?cito global ? muito acentuada: &#8212; Os crimes s?o na sua maioria qualificados, pun?veis com pena de pris?o de 2 a 8 anos; &#8212; Os ofendidos s?o no n?mero, significativo, de 23. &#8212; A pr?tica dos crimes protraiu-se pelo per?odo de tempo j? alargado de cerca de dois anos. &#8212; O grau de viola??o dos bens jur?dicos n?o ? minimamente desprez?vel em qualquer um dos casos, sendo que dois dos punidos como furto simples foram, na verdade, furtos agravados por circunst?ncias do n.? 2 do art. 204.?, do CP, por?m desqualificados nos termos do n.? 4 da norma em fun??o do valor diminuto das coisas subtra?das. &#8212; A culpa, lato sensu, ? elevada, denotando a imagem global dos factos firme e prolongada inten??o de delinquir; culpa ainda assim mitigada, mas muito limitadamente, pela sua toxicodepend?ncia, cujo financiamento foi a principal motiva??o da pr?tica dos crimes. &#8212; Na sua rela??o com a personalidade unit?ria do recorrente, o conjunto dos factos e os antecedentes registados revelam propens?o para a pr?tica crimes contra a propriedade. 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III - In casu, tanto as exig?ncias de preven??o, geral e especial, como a culpa s?o em grau elevado, a exigir, e a viabilizar, pena que reafirme solenemente a validade de vig?ncia dos valores infringidos e constitua s?rio est?mulo ao recorrente de reaproxima??o ao dever-ser jur?dico-penal: - A gravidade do il?cito global ? muito acentuada: - Os crimes s?o na sua maioria qualificados, pun?veis com pena de pris?o de 2 a 8 anos; - Os ofendidos s?o no n?mero, significativo, de 23. - A pr?tica dos crimes protraiu-se pelo per?odo de tempo j? alargado de cerca de dois anos. - O grau de viola??o dos bens jur?dicos n?o ? minimamente desprez?vel em qualquer um dos casos, sendo que dois dos punidos como furto simples foram, na verdade, furtos agravados por circunst?ncias do n.? 2 do art. 204.?, do CP, por?m desqualificados nos termos do n.? 4 da norma em fun??o do valor diminuto das coisas subtra?das. - A culpa, lato sensu, ? elevada, denotando a imagem global dos factos firme e prolongada inten??o de delinquir; culpa ainda assim mitigada, mas muito limitadamente, pela sua toxicodepend?ncia, cujo financiamento foi a principal motiva??o da pr?tica dos crimes. - Na sua rela??o com a personalidade unit?ria do recorrente, o conjunto dos factos e os antecedentes registados revelam propens?o para a pr?tica crimes contra a propriedade. IV - Ainda assim, o comportamento, e atitude, do Recorrente, ora com 40 anos de idade, anterior e posterior aos factos pode indiciar alguma permeabilidade dele aos efeitos da pena, mitigando a necessidade desta: anteriormente, manteve h?bitos de trabalho regulares e boa integra??o social e familiar, enquadrando-se os seus ulteriores comportamentos desviantes no contexto da adi??o de drogas duras; posteriormente, em meio prisional, vem mantendo comportamento conforme ?s regras institucionais, est? abstinente de drogas e assume consci?ncia cr?tica da sua instabilidade comportamental e vivencial. V - Acima de tudo, a pena ?nica de 11 anos de pris?o ? a sugerir um quadro de alta e grave criminalidade que, efectivamente, se n?o verifica ?, denota uma certa desproporcionalidade relativamente ? generalidade das penas parcelares, todas de pequena gravidade, que, nem por numerosas, alteram qualitativamente a tipologia criminosa. VI - Mais conforme a essa proporcionalidade e ? ideia da necess?ria, distin??o entre os casos de alta e de pequena\/m?dia criminalidade, bem como ?s concretas exig?ncias de preven??o e ? medida da culpa, ? a pena ?nica de 9 anos de pris?o que, por isso, na moldura abstracta do concurso de 3 a 25 anos ? art. 77.?, n.? 2, do CP ?, se decreta.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\\\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-25T02:23:10+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\\\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18","og_description":"Relator: EDUARDO LOUREIRO. 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III - In casu, tanto as exig?ncias de preven??o, geral e especial, como a culpa s?o em grau elevado, a exigir, e a viabilizar, pena que reafirme solenemente a validade de vig?ncia dos valores infringidos e constitua s?rio est?mulo ao recorrente de reaproxima??o ao dever-ser jur?dico-penal: - A gravidade do il?cito global ? muito acentuada: - Os crimes s?o na sua maioria qualificados, pun?veis com pena de pris?o de 2 a 8 anos; - Os ofendidos s?o no n?mero, significativo, de 23. - A pr?tica dos crimes protraiu-se pelo per?odo de tempo j? alargado de cerca de dois anos. - O grau de viola??o dos bens jur?dicos n?o ? minimamente desprez?vel em qualquer um dos casos, sendo que dois dos punidos como furto simples foram, na verdade, furtos agravados por circunst?ncias do n.? 2 do art. 204.?, do CP, por?m desqualificados nos termos do n.? 4 da norma em fun??o do valor diminuto das coisas subtra?das. - A culpa, lato sensu, ? elevada, denotando a imagem global dos factos firme e prolongada inten??o de delinquir; culpa ainda assim mitigada, mas muito limitadamente, pela sua toxicodepend?ncia, cujo financiamento foi a principal motiva??o da pr?tica dos crimes. - Na sua rela??o com a personalidade unit?ria do recorrente, o conjunto dos factos e os antecedentes registados revelam propens?o para a pr?tica crimes contra a propriedade. IV - Ainda assim, o comportamento, e atitude, do Recorrente, ora com 40 anos de idade, anterior e posterior aos factos pode indiciar alguma permeabilidade dele aos efeitos da pena, mitigando a necessidade desta: anteriormente, manteve h?bitos de trabalho regulares e boa integra??o social e familiar, enquadrando-se os seus ulteriores comportamentos desviantes no contexto da adi??o de drogas duras; posteriormente, em meio prisional, vem mantendo comportamento conforme ?s regras institucionais, est? abstinente de drogas e assume consci?ncia cr?tica da sua instabilidade comportamental e vivencial. V - Acima de tudo, a pena ?nica de 11 anos de pris?o ? a sugerir um quadro de alta e grave criminalidade que, efectivamente, se n?o verifica ?, denota uma certa desproporcionalidade relativamente ? generalidade das penas parcelares, todas de pequena gravidade, que, nem por numerosas, alteram qualitativamente a tipologia criminosa. VI - Mais conforme a essa proporcionalidade e ? ideia da necess?ria, distin??o entre os casos de alta e de pequena\/m?dia criminalidade, bem como ?s concretas exig?ncias de preven??o e ? medida da culpa, ? a pena ?nica de 9 anos de pris?o que, por isso, na moldura abstracta do concurso de 3 a 25 anos ? art. 77.?, n.? 2, do CP ?, se decreta.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-25T02:23:10+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-567-19-0t9olh-p-s1-2021-11-18\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 567\/19.0T9OLH-P.S1 \u2013 2021-11-18"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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