{"id":689868,"date":"2026-04-26T05:52:29","date_gmt":"2026-04-26T03:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-626-07-1pbcbr-s1-2021-06-02\/"},"modified":"2026-04-26T05:52:29","modified_gmt":"2026-04-26T03:52:29","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-626-07-1pbcbr-s1-2021-06-02","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-626-07-1pbcbr-s1-2021-06-02\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 626\/07.1PBCBR.S1 \u2013 2021-06-02"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANT?NIO GAMA. I- N?o existe ?bice legal ? realiza??o de c?mulo jur?dico entre penas de pris?o e penas suspensas, ou apenas entre penas suspensas, por conhecimento superveniente do concurso. II- O caso julgado relativo ? formula??o do c?mulo jur?dico vale rebus sic stantibus, ou seja, se as circunst?ncias se alterarem por, afinal, do concurso fazer parte outro crime e outra pena, o caso julgado fica sem efeito e as penas parcelares adquirem toda a sua autonomia para a determina??o da nova moldura do concurso. III- Podendo o legislador ter exclu?do do conhecimento superveniente do concurso de crimes as penas de pris?o suspensas na sua execu??o, n?o o fez, por boas raz?es pol?tico criminais e em respeito ao princ?pio da igualdade. Desde logo por raz?es de preven??o geral e especial. IV- Na realiza??o de c?mulo jur?dico imp?e-se especial cuidado quando s?o consideradas penas de pris?o suspensas na sua execu??o. Para o efeito de determina??o da pena ?nica do concurso s? devem ser consideradas as penas de pris?o suspensas que ainda n?o tenham sido declaradas extintas e n?o estejam prescritas. Se as penas foram declaradas extintas ou est?o prescritas n?o entram no c?mulo jur?dico. V- Se o per?odo de suspens?o de execu??o da pena de pris?o ? inicialmente fixado, ou em resultado de prorroga??o ditada por decis?o transitada em julgado ? ainda n?o decorreu, n?o se verifica ?bice a que a pena suspensa se englobe no c?mulo jur?dico. VI- Relativamente ?s penas de pris?o suspensas, em que decorreu o prazo de suspens?o, n?o devem ser inclu?das no c?mulo sem que antes se esclare?a a situa??o jur?dica, o que vale por dizer, sem que se averigue sobre a sua extin??o, prorroga??o do prazo de suspens?o ou revoga??o. ? que, decorrido o prazo da suspens?o, as penas s?o declaradas extintas se n?o houver motivos que possam conduzir ? sua revoga??o. VII- As penas suspensas, quando cumpridas parcialmente e\/ou em que foi satisfeita condi??o de suspens?o, que n?o tenham sido revogadas ? pois em caso de revoga??o determina-se o cumprimento da pena fixada na senten?a, sem que o condenado possa exigir a restitui??o de presta??es que haja efetuado ?, mas que entrem em c?mulo jur?dico de pena de ?diferente natureza? no ?mbito de conhecimento superveniente de crimes, podem dar origem a ?desconto que parecer equitativo?.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/5bfa2a76d7f41635802586ed00356622?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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