{"id":709370,"date":"2026-04-27T20:18:17","date_gmt":"2026-04-27T18:18:17","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-972-16-3t8evr-e1-a-s1-2021-02-09\/"},"modified":"2026-04-27T20:18:17","modified_gmt":"2026-04-27T18:18:17","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-972-16-3t8evr-e1-a-s1-2021-02-09","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-972-16-3t8evr-e1-a-s1-2021-02-09\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 972\/16.3T8EVR.E1-A.S1 \u2013 2021-02-09"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA JO?O VAZ TOM?. I. A jurisprud?ncia do STJ tem entendido que n?o ? consentido ao interveniente acess?rio recorrer autonomamente, salvo no caso de revelia do assistido (art. 329.? do CPC), pois que, beneficiando do estatuto de assistente, assume a posi??o de auxiliar de uma das partes principais: do r?u-chamante. II. Ao incidente da interven??o acess?ria provocada est? subjacente a ideia de que a posi??o processual que deve corresponder ao sujeito passivo da rela??o de regresso, meramente conexa com a rela??o material controvertida ? e invocada pelo r?u como causa do chamamento &#8212; ? a de mero auxiliar da defesa, tendo em vista o seu interesse indireto ou reflexo na improced?ncia da pretens?o do autor. Isto mesmo se afigura conforme com o direito substantivo, pois que, de outro modo ? mediante a atribui??o de uma posi??o processual que n?o a de mero auxiliar do r?u-chamante e sem a correspondente posi??o material ou substantiva -, o contrato de seguro celebrado entre o r?u-chamante e o interveniente acess?rio chamado como que seria opon?vel ao autor, violando-se o princ?pio da relatividade dos contratos consagrado no art. 406.?, n.? 2 do CC. O autor ver-se-ia compelido a litigar com um terceiro &#8212; com o qual n?o mantem qualquer rela??o jur?dica material -, por for?a de um contrato de seguro celebrado entre este e o r?u-chamante e ao qual ? alheio (e que n?o foi celebrado a seu favor). III. O art. 631.?, n.? 2 do CPC reveste-se de natureza excecional. Como requisito da atribui??o de legitimidade recursiva a quem n?o ? parte principal na causa, este preceito estabelece a exist?ncia de preju?zo direto e efetivo. IV. A decis?o da a??o principal n?o se reflete diretamente na esfera jur?dica do chamado: condenado ? o r?u e n?o o chamado. Os efeitos dessa decis?o n?o se lhe referem diretamente. Essa decis?o apenas produz efeitos numa a??o subsequente, em que o chamado se encontra protegido dos efeitos decorrentes da ina??o da parte principal (art. 332.?, als. a) e b) do CPC). Por outro lado, muito dificilmente se pode afirmar a exist?ncia de um preju?zo efetivo, porque esse depende tanto da propositura como da proced?ncia da a??o de regresso. V. De iure constituto, n?o ? admiss?vel a interposi??o aut?noma de um recurso pr?prio pelo interveniente acess?rio, por o mesmo n?o beneficiar do estatuto de parte principal e a decis?o do lit?gio assumir para si relev?ncia apenas indireta ou reflexa e eventual ou hipot?tica no ?mbito de uma futura e eventual ac??o de regresso que o r?u venha a intentar contra si.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/b88a89568bfc518e8025869c0081b39e?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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A decis?o da a??o principal n?o se reflete diretamente na esfera jur?dica do chamado: condenado ? o r?u e n?o o chamado. Os efeitos dessa decis?o n?o se lhe referem diretamente. Essa decis?o apenas produz efeitos numa a??o subsequente, em que o chamado se encontra protegido dos efeitos decorrentes da ina??o da parte principal (art. 332.?, als. a) e b) do CPC). Por outro lado, muito dificilmente se pode afirmar a exist?ncia de um preju?zo efetivo, porque esse depende tanto da propositura como da proced?ncia da a??o de regresso. V. 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