{"id":709372,"date":"2026-04-27T20:18:20","date_gmt":"2026-04-27T18:18:20","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-26069-18-3t8prt-p1-s1-2021-02-09\/"},"modified":"2026-04-27T20:18:20","modified_gmt":"2026-04-27T18:18:20","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-26069-18-3t8prt-p1-s1-2021-02-09","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-26069-18-3t8prt-p1-s1-2021-02-09\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 26069\/18.3T8PRT.P1.S1 \u2013 2021-02-09"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA JO?O VAZ TOM?. I. Nos termos do art. 652.?, n.? 1, al. b) do CPC, deve admitir-se a revista regra na parte do ac?rd?o recorrido em que se recusou parcialmente a aprecia??o da impugna??o da decis?o sobre a mat?ria de facto quer por n?o se encontrarem reunidos todos os requisitos previstos no art. 640.? do CPC, quer por se considerar que a altera??o pretendida se afigura in?til ? decis?o da causa (art. 674.?, n.? 1, al. b) do CPC). N?o se verifica, nesta parte, dupla conformidade decis?ria. O mesmo se diga a prop?sito da viola??o de disposi??es processuais, pela Rela??o, no exerc?cio dos respetivos poderes de reaprecia??o da decis?o de facto. II. Em ordem a apurar se a fundamenta??o das decis?es das Inst?ncias ? ou n?o essencialmente diferente releva o conte?do de cada uma dessas decis?es e n?o o sum?rio do ac?rd?o recorrido. III. O conceito de fundamenta??o essencialmente diferente n?o se basta com qualquer modifica??o ou altera??o da fundamenta??o no iter jur?dico que suporta o ac?rd?o da Rela??o em confronto com a senten?a de 1.? Inst?ncia. IV. A Rela??o n?o se abst?m de conhecer da impugna??o da decis?o de facto quando, a prop?sito de alguns pontos da mat?ria de facto, considerou que n?o foram cabalmente observados pelos recorrentes os ?nus previstos no art. 640,?, n.? 1 do CPC e, quanto a outros pontos, reputou tratar-se de mat?ria irrelevante para a decis?o final. V. O dever de reaprecia??o da prova por parte da Rela??o apenas existe no caso de os recorrentes respeitarem todos os ?nus previstos no art. 640.?, n.? 1 do CPC e de a mat?ria em causa se afigurar relevante para a decis?o final. VI. Na interpreta??o-aplica??o do art. 640.? do CPC, o STJ ?tem observado, fundamentalmente, um crit?rio de proporcionalidade e de razoabilidade. VII. O art. 640.?, n.os 1, al. b), e 2 do CPC n?o exige que os recorrentes se pronunciem sobre a valora??o alegadamente correta dos meios de prova por si indicados. VIII. Segundo a jurisprud?ncia do STJ, nada impede a Rela??o de apreciar se a factualidade indicada pelos recorrentes ? ou n?o relevante para a decis?o da causa, podendo, no caso de concluir pela sua irrelev?ncia, deixar de apreciar, nessa parte, a impugna??o da mat?ria de facto por se tratar de ato in?til.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/f97d7f09ad967b128025869c007af801?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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