{"id":768306,"date":"2026-04-30T01:27:58","date_gmt":"2026-04-29T23:27:58","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/"},"modified":"2026-04-30T01:27:58","modified_gmt":"2026-04-29T23:27:58","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA. I &#8212; S? ap?s a altera??o ao CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10 ? que passou a exigir-se, no art. 321.?, forma escrita para a validade do contrato de intermedia??o financeira, o qual, at? a?, era consensual. II &#8212; A boa f? na celebra??o e na execu??o de um contrato implica que as respectivas partes tenham na devida considera??o os interesses de uma e de outra; corresponde a um princ?pio geral dos contratos; e implica a adop??o de regras de conduta cuja viola??o poder? importar responsabilidade pelos danos causados ? parte contr?ria (arts. 227.? e 762.? do CC). ? mesma responsabilidade pode conduzir a infrac??o dos deveres de informa??o que oneram especialmente o intermedi?rio financeiro, se tiver provocado danos ressarc?veis (art. 314.? do CVM; na redac??o aplic?vel, vigente no momento da subscri??o da obriga??o). III &#8212; No contexto de subscri??o de uma obriga??o, a qualifica??o de quem a subscreve como investidor n?o institucional (art. 321.?, n.? 1, do CVM) ou, para a lei posterior, como investidor n?o qualificado (art. 317.?, n.? 1, do CVM) tem repercuss?es quanto ? intensidade do dever de informa??o que impende sobre o intermedi?rio, relativamente ao produto a que a intermedia??o se refere (art. 312.?, n.? 2, do CVM, na redac??o inicial, que se manteve). IV &#8212; O dever de informa??o que recai sobre o intermedi?rio ? que se destina a permitir uma decis?o de investimento consciente e a contribuir para o correcto e eficiente funcionamento do mercado ? ? de intensidade inversamente proporcional aos conhecimentos espec?ficos detidos pelo investidor, isto ?, relativos ao produto em causa; o que n?o significa que este n?o deva usar de um grau de dilig?ncia, pelo menos, mediano, na obten??o dos elementos necess?rios ? plena compreens?o do produto que subscreve. V &#8212; N?o resultando da factualidade provada que os funcion?rios do banco r?u, intermedi?rio financeiro, tenham (conscientemente ou n?o) transmitido informa??es falsas ou ocultado informa??es com o objectivo de levar o autor a subscrever as obriga??es em causa e nem que essa subscri??o, em 2004, envolvesse riscos especiais ou que o banco tivesse nela especial interesse, n?o pode considerar-se violado o dever de informa??o, de modo a poder equacionar-se uma eventual responsabilidade do r?u ? luz do (ent?o) art. 314.? do CVM nem, em alternativa, pode dizer-se que tenha sido infringido o dever de negocia??o de boa f?. VI &#8212; Considerando que o dever de informa??o deve ser aferido por refer?ncia ? data da subscri??o efectuada ? Outubro de 2004 ? s?o irrelevantes para o caso, por n?o lhe serem aplic?veis, as altera??es introduzidas no CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10, que vieram densificar o conte?do do dever de informa??o que o intermedi?rio financeiro deve prestar ao investidor. VII &#8212; Ainda que ocorresse viola??o do dever de informa??o (ilicitude) e que a culpa se presumisse (art. 304.?, n.? 2, correspondente ao actual art. 304.?-A, ambos do CVM), a obriga??o de indemnizar n?o prescindiria do preenchimento dos demais pressupostos ? o dano e nexo de causalidade ?, o que significa que haveriam de estar provados factos que permitissem estabelecer uma cadeia factual, na qual se inclu?sse o acto il?cito que o desencadeou (i.e., a falta de informa??o sobre o produto subscrito) e que, natural?stica e juridicamente, conduzisse ao dano (art. 563.? do CC), sendo que era sobre os autores que reca?a o ?nus dessa prova (art. 342.?, n.? 1, do CC).<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/b5a9ad78dfd3ba09802583ee004764a3?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA. I &#8212; S? ap?s a altera??o ao CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10 ? que passou a exigir-se, no art. 321.?, forma escrita para a validade do contrato de intermedia??o financeira, o qual, at? a?, era consensual. II &#8212; A boa f? na celebra??o e na execu??o de um contrato implica que as respectivas partes tenham na devida considera??o os interesses de uma e de outra; corresponde a um princ?pio geral dos contratos; e implica a adop??o de regras de conduta cuja viola??o poder? importar responsabilidade pelos danos causados ? parte contr?ria (arts. 227.? e 762.? do CC). ? mesma responsabilidade pode conduzir a infrac??o dos deveres de informa??o que oneram especialmente o intermedi?rio financeiro, se tiver provocado danos ressarc?veis (art. 314.? do CVM; na redac??o aplic?vel, vigente no momento da subscri??o da obriga??o). III &#8212; No contexto de subscri??o de uma obriga??o, a qualifica??o de quem a subscreve como investidor n?o institucional (art. 321.?, n.? 1, do CVM) ou, para a lei posterior, como investidor n?o qualificado (art. 317.?, n.? 1, do CVM) tem repercuss?es quanto ? intensidade do dever de informa??o que impende sobre o intermedi?rio, relativamente ao produto a que a intermedia??o se refere (art. 312.?, n.? 2, do CVM, na redac??o inicial, que se manteve). IV &#8212; O dever de informa??o que recai sobre o intermedi?rio ? que se destina a permitir uma decis?o de investimento consciente e a contribuir para o correcto e eficiente funcionamento do mercado ? ? de intensidade inversamente proporcional aos conhecimentos espec?ficos detidos pelo investidor, isto ?, relativos ao produto em causa; o que n?o significa que este n?o deva usar de um grau de dilig?ncia, pelo menos, mediano, na obten??o dos elementos necess?rios ? plena compreens?o do produto que subscreve. V &#8212; N?o resultando da factualidade provada que os funcion?rios do banco r?u, intermedi?rio financeiro, tenham (conscientemente ou n?o) transmitido informa??es falsas ou ocultado informa??es com o objectivo de levar o autor a subscrever as obriga??es em causa e nem que essa subscri??o, em 2004, envolvesse riscos especiais ou que o banco tivesse nela especial interesse, n?o pode considerar-se violado o dever de informa??o, de modo a poder equacionar-se uma eventual responsabilidade do r?u ? luz do (ent?o) art. 314.? do CVM nem, em alternativa, pode dizer-se que tenha sido infringido o dever de negocia??o de boa f?. VI &#8212; Considerando que o dever de informa??o deve ser aferido por refer?ncia ? data da subscri??o efectuada ? Outubro de 2004 ? s?o irrelevantes para o caso, por n?o lhe serem aplic?veis, as altera??es introduzidas no CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10, que vieram densificar o conte?do do dever de informa??o que o intermedi?rio financeiro deve prestar ao investidor. VII &#8212; Ainda que ocorresse viola??o do dever de informa??o (ilicitude) e que a culpa se presumisse (art. 304.?, n.? 2, correspondente ao actual art. 304.?-A, ambos do CVM), a obriga??o de indemnizar n?o prescindiria do preenchimento dos demais pressupostos ? o dano e nexo de causalidade ?, o que significa que haveriam de estar provados factos que permitissem estabelecer uma cadeia factual, na qual se inclu?sse o acto il?cito que o desencadeou (i.e., a falta de informa??o sobre o produto subscrito) e que, natural?stica e juridicamente, conduzisse ao dano (art. 563.? do CC), sendo que era sobre os autores que reca?a o ?nus dessa prova (art. 342.?, n.? 1, do CC).<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[8713],"kji_year":[45029],"kji_subject":[7724],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-768306","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-7-seco","kji_year-45029","kji_subject-civil","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.6 (Yoast SEO v27.6) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA. I - S? ap?s a altera??o ao CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10 ? que passou a exigir-se, no art. 321.?, forma escrita para a validade do contrato de intermedia??o financeira, o qual, at? a?, era consensual. II - A boa f? na celebra??o e na execu??o de um contrato implica que as respectivas partes tenham na devida considera??o os interesses de uma e de outra; corresponde a um princ?pio geral dos contratos; e implica a adop??o de regras de conduta cuja viola??o poder? importar responsabilidade pelos danos causados ? parte contr?ria (arts. 227.? e 762.? do CC). ? mesma responsabilidade pode conduzir a infrac??o dos deveres de informa??o que oneram especialmente o intermedi?rio financeiro, se tiver provocado danos ressarc?veis (art. 314.? do CVM; na redac??o aplic?vel, vigente no momento da subscri??o da obriga??o). III - No contexto de subscri??o de uma obriga??o, a qualifica??o de quem a subscreve como investidor n?o institucional (art. 321.?, n.? 1, do CVM) ou, para a lei posterior, como investidor n?o qualificado (art. 317.?, n.? 1, do CVM) tem repercuss?es quanto ? intensidade do dever de informa??o que impende sobre o intermedi?rio, relativamente ao produto a que a intermedia??o se refere (art. 312.?, n.? 2, do CVM, na redac??o inicial, que se manteve). IV - O dever de informa??o que recai sobre o intermedi?rio ? que se destina a permitir uma decis?o de investimento consciente e a contribuir para o correcto e eficiente funcionamento do mercado ? ? de intensidade inversamente proporcional aos conhecimentos espec?ficos detidos pelo investidor, isto ?, relativos ao produto em causa; o que n?o significa que este n?o deva usar de um grau de dilig?ncia, pelo menos, mediano, na obten??o dos elementos necess?rios ? plena compreens?o do produto que subscreve. V - N?o resultando da factualidade provada que os funcion?rios do banco r?u, intermedi?rio financeiro, tenham (conscientemente ou n?o) transmitido informa??es falsas ou ocultado informa??es com o objectivo de levar o autor a subscrever as obriga??es em causa e nem que essa subscri??o, em 2004, envolvesse riscos especiais ou que o banco tivesse nela especial interesse, n?o pode considerar-se violado o dever de informa??o, de modo a poder equacionar-se uma eventual responsabilidade do r?u ? luz do (ent?o) art. 314.? do CVM nem, em alternativa, pode dizer-se que tenha sido infringido o dever de negocia??o de boa f?. VI - Considerando que o dever de informa??o deve ser aferido por refer?ncia ? data da subscri??o efectuada ? Outubro de 2004 ? s?o irrelevantes para o caso, por n?o lhe serem aplic?veis, as altera??es introduzidas no CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10, que vieram densificar o conte?do do dever de informa??o que o intermedi?rio financeiro deve prestar ao investidor. VII - Ainda que ocorresse viola??o do dever de informa??o (ilicitude) e que a culpa se presumisse (art. 304.?, n.? 2, correspondente ao actual art. 304.?-A, ambos do CVM), a obriga??o de indemnizar n?o prescindiria do preenchimento dos demais pressupostos ? o dano e nexo de causalidade ?, o que significa que haveriam de estar provados factos que permitissem estabelecer uma cadeia factual, na qual se inclu?sse o acto il?cito que o desencadeou (i.e., a falta de informa??o sobre o produto subscrito) e que, natural?stica e juridicamente, conduzisse ao dano (art. 563.? do CC), sendo que era sobre os autores que reca?a o ?nus dessa prova (art. 342.?, n.? 1, do CC).\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\\\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-29T23:27:58+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\\\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30","og_description":"Relator: MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA. I - S? ap?s a altera??o ao CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10 ? que passou a exigir-se, no art. 321.?, forma escrita para a validade do contrato de intermedia??o financeira, o qual, at? a?, era consensual. II - A boa f? na celebra??o e na execu??o de um contrato implica que as respectivas partes tenham na devida considera??o os interesses de uma e de outra; corresponde a um princ?pio geral dos contratos; e implica a adop??o de regras de conduta cuja viola??o poder? importar responsabilidade pelos danos causados ? parte contr?ria (arts. 227.? e 762.? do CC). ? mesma responsabilidade pode conduzir a infrac??o dos deveres de informa??o que oneram especialmente o intermedi?rio financeiro, se tiver provocado danos ressarc?veis (art. 314.? do CVM; na redac??o aplic?vel, vigente no momento da subscri??o da obriga??o). III - No contexto de subscri??o de uma obriga??o, a qualifica??o de quem a subscreve como investidor n?o institucional (art. 321.?, n.? 1, do CVM) ou, para a lei posterior, como investidor n?o qualificado (art. 317.?, n.? 1, do CVM) tem repercuss?es quanto ? intensidade do dever de informa??o que impende sobre o intermedi?rio, relativamente ao produto a que a intermedia??o se refere (art. 312.?, n.? 2, do CVM, na redac??o inicial, que se manteve). IV - O dever de informa??o que recai sobre o intermedi?rio ? que se destina a permitir uma decis?o de investimento consciente e a contribuir para o correcto e eficiente funcionamento do mercado ? ? de intensidade inversamente proporcional aos conhecimentos espec?ficos detidos pelo investidor, isto ?, relativos ao produto em causa; o que n?o significa que este n?o deva usar de um grau de dilig?ncia, pelo menos, mediano, na obten??o dos elementos necess?rios ? plena compreens?o do produto que subscreve. V - N?o resultando da factualidade provada que os funcion?rios do banco r?u, intermedi?rio financeiro, tenham (conscientemente ou n?o) transmitido informa??es falsas ou ocultado informa??es com o objectivo de levar o autor a subscrever as obriga??es em causa e nem que essa subscri??o, em 2004, envolvesse riscos especiais ou que o banco tivesse nela especial interesse, n?o pode considerar-se violado o dever de informa??o, de modo a poder equacionar-se uma eventual responsabilidade do r?u ? luz do (ent?o) art. 314.? do CVM nem, em alternativa, pode dizer-se que tenha sido infringido o dever de negocia??o de boa f?. VI - Considerando que o dever de informa??o deve ser aferido por refer?ncia ? data da subscri??o efectuada ? Outubro de 2004 ? s?o irrelevantes para o caso, por n?o lhe serem aplic?veis, as altera??es introduzidas no CVM pelo DL n.? 357-A\/2007, de 31-10, que vieram densificar o conte?do do dever de informa??o que o intermedi?rio financeiro deve prestar ao investidor. VII - Ainda que ocorresse viola??o do dever de informa??o (ilicitude) e que a culpa se presumisse (art. 304.?, n.? 2, correspondente ao actual art. 304.?-A, ambos do CVM), a obriga??o de indemnizar n?o prescindiria do preenchimento dos demais pressupostos ? o dano e nexo de causalidade ?, o que significa que haveriam de estar provados factos que permitissem estabelecer uma cadeia factual, na qual se inclu?sse o acto il?cito que o desencadeou (i.e., a falta de informa??o sobre o produto subscrito) e que, natural?stica e juridicamente, conduzisse ao dano (art. 563.? do CC), sendo que era sobre os autores que reca?a o ?nus dessa prova (art. 342.?, n.? 1, do CC).","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-29T23:27:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2632-16-6t8lra-l1-s1-2019-04-30\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2632\/16.6T8LRA.L1.S1 \u2013 2019-04-30"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/768306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=768306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=768306"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=768306"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=768306"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=768306"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=768306"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=768306"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=768306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}