{"id":816999,"date":"2026-05-02T16:14:40","date_gmt":"2026-05-02T14:14:40","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/"},"modified":"2026-05-02T16:14:40","modified_gmt":"2026-05-02T14:14:40","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: SUSANA SANTOS SILVA. I &#8212; Nos termos do disposto no art.? 20?, n? 1, do CIRE a declara??o de insolv?ncia de um devedor pode ser requerida por qualquer credor, ainda que condicional e qualquer que seja a natureza do seu cr?dito. II &#8212; Por sua vez, estabelece o art.? 25?, n?1, do mesmo diploma que o credor requerente da declara??o de insolv?ncia deve justificar na peti??o a origem, natureza e montante do seu cr?dito. III &#8212; A ado??o de uma conce??o mais ampla da legitimidade, n?o consente uma latitude que se baste com a mera alega??o do cr?dito, desonerando o requerente da sua demonstra??o. IV &#8212; Assim, assiste legitimidade ?ad causam? ao titular de cr?dito litigioso para demandar, mas sem preju?zo da discuss?o da exist?ncia do cr?dito na fase antecedente ? declara??o de insolv?ncia. O cr?dito litigioso (controvertido) pode sustentar a legitima??o para a viabilidade da pretens?o insolvencial, j? assim n?o ser? no caso da sua n?o demonstra??o. V &#8212; Se ? certo que o processo de insolv?ncia n?o ? um processo de partes e que a afirma??o do cr?dito pelo credor legitima apenas a sua iniciativa processual, tem indiscutivelmente uma fase declarativa, constitutiva do processo, que se distingue da fase de execu??o universal em que se apreendem bens, verificam os cr?ditos, se liquida a massa e d? pagamento aos credores. VI &#8212; A sua natureza processual simplificada, com apenas dois articulados, prazos de oposi??o extremamente curtos e a imediata realiza??o da audi?ncia de julgamento, no sentido de garantir a celeridade processual, aponta, para o car?ter sum?rio da prova a produzir quanto ? ?justifica??o? do cr?dito do credor requerente. VII &#8212; Por?m, nos casos, como os dos autos, em que o requerente n?o logra obter a prova do seu cr?dito, ter? ent?o de ter-se por inverificada a legitima??o credit?cia prevista no in?cio do artigo 20?, n? 1, do CIRE e, por consequ?ncia, julgar improcedente o pedido da insolv?ncia, requerido por quem substancialmente n?o estava, afinal, habilitado para a requerer ou, pelo menos, o n?o conseguiu justificar, resultando in?cua a an?lise da mat?ria das al?neas do referido n? 1 do art.? 20? do CIRE.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/b315a6f9e7294a5180258c120034d73c?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: SUSANA SANTOS SILVA. I &#8212; Nos termos do disposto no art.? 20?, n? 1, do CIRE a declara??o de insolv?ncia de um devedor pode ser requerida por qualquer credor, ainda que condicional e qualquer que seja a natureza do seu cr?dito. II &#8212; Por sua vez, estabelece o art.? 25?, n?1, do mesmo diploma que o credor requerente da declara??o de insolv?ncia deve justificar na peti??o a origem, natureza e montante do seu cr?dito. III &#8212; A ado??o de uma conce??o mais ampla da legitimidade, n?o consente uma latitude que se baste com a mera alega??o do cr?dito, desonerando o requerente da sua demonstra??o. IV &#8212; Assim, assiste legitimidade ?ad causam? ao titular de cr?dito litigioso para demandar, mas sem preju?zo da discuss?o da exist?ncia do cr?dito na fase antecedente ? declara??o de insolv?ncia. O cr?dito litigioso (controvertido) pode sustentar a legitima??o para a viabilidade da pretens?o insolvencial, j? assim n?o ser? no caso da sua n?o demonstra??o. V &#8212; Se ? certo que o processo de insolv?ncia n?o ? um processo de partes e que a afirma??o do cr?dito pelo credor legitima apenas a sua iniciativa processual, tem indiscutivelmente uma fase declarativa, constitutiva do processo, que se distingue da fase de execu??o universal em que se apreendem bens, verificam os cr?ditos, se liquida a massa e d? pagamento aos credores. VI &#8212; A sua natureza processual simplificada, com apenas dois articulados, prazos de oposi??o extremamente curtos e a imediata realiza??o da audi?ncia de julgamento, no sentido de garantir a celeridade processual, aponta, para o car?ter sum?rio da prova a produzir quanto ? ?justifica??o? do cr?dito do credor requerente. VII &#8212; Por?m, nos casos, como os dos autos, em que o requerente n?o logra obter a prova do seu cr?dito, ter? ent?o de ter-se por inverificada a legitima??o credit?cia prevista no in?cio do artigo 20?, n? 1, do CIRE e, por consequ?ncia, julgar improcedente o pedido da insolv?ncia, requerido por quem substancialmente n?o estava, afinal, habilitado para a requerer ou, pelo menos, o n?o conseguiu justificar, resultando in?cua a an?lise da mat?ria das al?neas do referido n? 1 do art.? 20? do CIRE.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[51416],"kji_chamber":[],"kji_year":[8677],"kji_subject":[7724],"kji_keyword":[7772,17729,7771,51417,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-816999","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-tribunal-da-relacao-de-lisboa","kji_year-8677","kji_subject-civil","kji_keyword-acordao","kji_keyword-lisboa","kji_keyword-processo","kji_keyword-relacao","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: SUSANA SANTOS SILVA. I - Nos termos do disposto no art.? 20?, n? 1, do CIRE a declara??o de insolv?ncia de um devedor pode ser requerida por qualquer credor, ainda que condicional e qualquer que seja a natureza do seu cr?dito. II - Por sua vez, estabelece o art.? 25?, n?1, do mesmo diploma que o credor requerente da declara??o de insolv?ncia deve justificar na peti??o a origem, natureza e montante do seu cr?dito. III - A ado??o de uma conce??o mais ampla da legitimidade, n?o consente uma latitude que se baste com a mera alega??o do cr?dito, desonerando o requerente da sua demonstra??o. IV - Assim, assiste legitimidade ?ad causam? ao titular de cr?dito litigioso para demandar, mas sem preju?zo da discuss?o da exist?ncia do cr?dito na fase antecedente ? declara??o de insolv?ncia. O cr?dito litigioso (controvertido) pode sustentar a legitima??o para a viabilidade da pretens?o insolvencial, j? assim n?o ser? no caso da sua n?o demonstra??o. V - Se ? certo que o processo de insolv?ncia n?o ? um processo de partes e que a afirma??o do cr?dito pelo credor legitima apenas a sua iniciativa processual, tem indiscutivelmente uma fase declarativa, constitutiva do processo, que se distingue da fase de execu??o universal em que se apreendem bens, verificam os cr?ditos, se liquida a massa e d? pagamento aos credores. VI - A sua natureza processual simplificada, com apenas dois articulados, prazos de oposi??o extremamente curtos e a imediata realiza??o da audi?ncia de julgamento, no sentido de garantir a celeridade processual, aponta, para o car?ter sum?rio da prova a produzir quanto ? ?justifica??o? do cr?dito do credor requerente. VII - Por?m, nos casos, como os dos autos, em que o requerente n?o logra obter a prova do seu cr?dito, ter? ent?o de ter-se por inverificada a legitima??o credit?cia prevista no in?cio do artigo 20?, n? 1, do CIRE e, por consequ?ncia, julgar improcedente o pedido da insolv?ncia, requerido por quem substancialmente n?o estava, afinal, habilitado para a requerer ou, pelo menos, o n?o conseguiu justificar, resultando in?cua a an?lise da mat?ria das al?neas do referido n? 1 do art.? 20? do CIRE.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\\\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-05-02T14:14:40+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\\\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19","og_description":"Relator: SUSANA SANTOS SILVA. I - Nos termos do disposto no art.? 20?, n? 1, do CIRE a declara??o de insolv?ncia de um devedor pode ser requerida por qualquer credor, ainda que condicional e qualquer que seja a natureza do seu cr?dito. II - Por sua vez, estabelece o art.? 25?, n?1, do mesmo diploma que o credor requerente da declara??o de insolv?ncia deve justificar na peti??o a origem, natureza e montante do seu cr?dito. III - A ado??o de uma conce??o mais ampla da legitimidade, n?o consente uma latitude que se baste com a mera alega??o do cr?dito, desonerando o requerente da sua demonstra??o. IV - Assim, assiste legitimidade ?ad causam? ao titular de cr?dito litigioso para demandar, mas sem preju?zo da discuss?o da exist?ncia do cr?dito na fase antecedente ? declara??o de insolv?ncia. O cr?dito litigioso (controvertido) pode sustentar a legitima??o para a viabilidade da pretens?o insolvencial, j? assim n?o ser? no caso da sua n?o demonstra??o. V - Se ? certo que o processo de insolv?ncia n?o ? um processo de partes e que a afirma??o do cr?dito pelo credor legitima apenas a sua iniciativa processual, tem indiscutivelmente uma fase declarativa, constitutiva do processo, que se distingue da fase de execu??o universal em que se apreendem bens, verificam os cr?ditos, se liquida a massa e d? pagamento aos credores. VI - A sua natureza processual simplificada, com apenas dois articulados, prazos de oposi??o extremamente curtos e a imediata realiza??o da audi?ncia de julgamento, no sentido de garantir a celeridade processual, aponta, para o car?ter sum?rio da prova a produzir quanto ? ?justifica??o? do cr?dito do credor requerente. VII - Por?m, nos casos, como os dos autos, em que o requerente n?o logra obter a prova do seu cr?dito, ter? ent?o de ter-se por inverificada a legitima??o credit?cia prevista no in?cio do artigo 20?, n? 1, do CIRE e, por consequ?ncia, julgar improcedente o pedido da insolv?ncia, requerido por quem substancialmente n?o estava, afinal, habilitado para a requerer ou, pelo menos, o n?o conseguiu justificar, resultando in?cua a an?lise da mat?ria das al?neas do referido n? 1 do art.? 20? do CIRE.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-05-02T14:14:40+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-12510-24-0t8snt-l1-1-2024-12-19\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 12510\/24.0T8SNT.L1-1 \u2013 2024-12-19"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/816999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=816999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=816999"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=816999"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=816999"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=816999"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=816999"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=816999"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=816999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}