{"id":817454,"date":"2026-05-02T17:46:26","date_gmt":"2026-05-02T15:46:26","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2537-18-6t8csc-a-l1-7-2024-12-03-2\/"},"modified":"2026-05-02T17:46:26","modified_gmt":"2026-05-02T15:46:26","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2537-18-6t8csc-a-l1-7-2024-12-03-2","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2537-18-6t8csc-a-l1-7-2024-12-03-2\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 2537\/18.6T8CSC-A.L1-7 \u2013 2024-12-03"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LU?S FILIPE PIRES DE SOUSA. I. A limita??o volunt?ria dos direitos de personalidade pode ser exercida livremente pelo maior acompanhado, exceto se a decis?o judicial decretar o contr?rio ou a lei dispuser de outro modo; II. No atual regime do maior acompanhado, parte-se da ideia de que o acompanhado mant?m a sua capacidade de exerc?cio (regra), sem preju?zo da decis?o judicial poder modelar ou limitar a capacidade de exerc?cio (exce??o); III. S? em casos excecionais de completa aus?ncia de discernimento ? que o tribunal poder? impedir o acompanhado de redigir um testamento vital, atenta a natureza pessoal?ssima dessa faculdade; IV. O regime do maior acompanhado tem de ser interpretado ? luz da Conven??o de Nova Iorque sobre os Direitos das Pessoas com Defici?ncia, m?xime Artigo 12?, n?s 1 a 3; V. Um regime que, em decorr?ncia da decretada impossibilidade de testar, comine um efeito legal autom?tico impeditivo da outorga de testamento vital ? contr?rio a tal Conven??o, m?xime Artigo 12?, n?s 2 e 3, padecendo ainda de inconstitucionalidade material por viola??o do princ?pio da igualdade; VI. O ju?zo de idoneidade para outorgar um testamento n?o ? equivalente ? idoneidade para outorgar um testamento vital, tratando-se ali de um direito pessoal de cariz patrimonial e aqui de um direito pessoal?ssimos referente a decis?es m?dicas, sendo que as causas subjacentes ? aplica??o de uma medida de acompanhamento s?o muito d?spares; VII. O Artigo 4?, al. b), da Lei n? 25\/2012, na reda??o decorrente da Lei n? 49\/2018, de 14.8., n?o tem em conta a eventual manuten??o da capacidade do acompanhado para querer, entender e prestar consentimento informado relativo a cuidados de sa?de, sendo que a bitola para aferir a capacidade de testar ? diferente da utilizada para avaliar a capacidade para querer e entender sobre a disposi??o de atos sobre a sa?de; VIII. ?A senten?a que decreta a medida de acompanhamento a favor do maior carecido n?o pode decretar uma interdi??o gen?rica e muito menos n?o fundamentada do exerc?cio dos direitos pessoais?; IX. Sendo alegado pelo maior acompanhado\/apelante que se encontrava na posse plena das suas capacidades mentais e apto a demonstrar a sua vontade em 2016 e em 2021, cabia-lhe a prova dessa factualidade nos termos do Artigo 342?, n?s. 3 e 1, do C?digo Civil. N?o tendo logrado fazer essa prova, o tribunal ficciona que se encontra provado o facto contr?rio e toma-o como fundamento da sua decis?o. (Sum?rio da responsabilidade do relator)<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/6182bd3becd71e3d80258bff00513d74?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: LU?S FILIPE PIRES DE SOUSA. I. 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