{"id":824355,"date":"2026-05-03T13:02:20","date_gmt":"2026-05-03T11:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-714-22-4t9snt-a-l1-9-2023-08-04\/"},"modified":"2026-05-03T13:02:20","modified_gmt":"2026-05-03T11:02:20","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-714-22-4t9snt-a-l1-9-2023-08-04","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-714-22-4t9snt-a-l1-9-2023-08-04\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 714\/22.4T9SNT-A.L1-9 \u2013 2023-08-04"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: BR?ULIO MARTINS. I. O conceito de ofendido tem suscitado entre n?s viva controv?rsia, n?o sendo raros os casos de clara diverg?ncia de entendimentos, de tal modo que a situa??o tem levado at? ? interven??o uniformizadora do Supremo Tribunal de Justi?a. II. Numa situa??o de normal desenvolvimento da vida social de um ente coletivo, a sua autonomia jur?dica patrimonial e pessoal relativamente aos s?cios justifica plenamente o entendimento segundo o qual estes n?o t?m legitimidade para intervir nas quest?es processuais penais cujo conte?do respeita a mat?rias em rela??o ?s quais seja, tecnicamente, ofendido. III. Numa sociedade dissolvida e em liquida??o, o facto de n?o haver qualquer patrim?nio para partilhar pode ser revertido se os crimes denunciados (v.g., infidelidade, falsifica??o) forem demonstrados, bem como sobre que patrim?nio foram levados a cabo, podendo este, eventualmente, retornar ? esfera jur?dica da dita sociedade. IV. O crime de infidelidade, ?(?) pressup?e uma rela??o de confian?a?; ora, essa rela??o de confian?a apenas se pode estabelecer entre os gerentes\/administradores do ente coletivo (porque seus representantes legais) e o infiel, ou entre os s?cios e o infiel (que, enquanto tal, o elegem ou nomeiam), j? n?o entre o liquidat?rio e o infiel, uma vez que aquele interv?m posteriormente. V. O processo de tipo acusat?rio n?o se restringe apenas ? separa??o rigorosa entre acusa??o\/pron?ncia e julgamento, mas tamb?m apela, por exemplo, ? interven??o dos particulares na sua tramita??o. VI. Na d?vida, ? de admitir a interven??o dos particulares no processo penal, seja como assistentes, seja como demandantes civis, pois isso em nada pode prejudicar a tramita??o processual, podendo at? benefici?-la. VII. Os s?cios de uma sociedade dissolvida e em liquida??o &#8212; a qual, portanto, os gerentes\/administradores j? n?o comandam &#8212; podem constituir-se como assistentes num processo penal em que esta seja ofendida.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/7d4948e67f08306e80258a22003a8ec2?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: BR?ULIO MARTINS. I. 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