{"id":831330,"date":"2026-05-04T09:43:43","date_gmt":"2026-05-04T07:43:43","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-73-22-5phamd-l1-9-2022-10-13\/"},"modified":"2026-05-04T09:43:43","modified_gmt":"2026-05-04T07:43:43","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-73-22-5phamd-l1-9-2022-10-13","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-73-22-5phamd-l1-9-2022-10-13\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 73\/22.5PHAMD.L1-9 \u2013 2022-10-13"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: SIMONE ABRANTES DE ALMEIDA PEREIRA. I. A exig?ncia legal, dirigida ? acusa??o, da narra??o dos elementos subjectivos do il?cito criminal, que traduzem a atitude interior do agente na sua rela??o com o facto material, por integradores da parte substantiva da acusa??o, n?o imp?em uma f?rmula sem?ntica ?nica para a sua descri??o, sendo o Minist?rio P?blico livre de escolher os enunciados lingu?sticos de que faz utiliza??o, na acusa??o, para alcan?ar a descri??o dos elementos do tipo objectivo e subjectivo do crime imputado; II. Quando se afirma na acusa??o que o conhecimento do acto de condu??o sem habilita??o legal lhe estava vedado por lei e era pun?vel, n?o o tendo impedido de agir da forma descrita, o que quis e concretizou, est?-se obviamente a afirmar que o arguido era conhecedor e estava consciente de que n?o dispunha de t?tulo que o habilitasse a conduzir, bem sabendo da proibi??o legal de conduzir nessas circunst?ncias, tendo portanto liberdade para se determinar de acordo com essa avalia??o, optando por querer realiz?-la, o que fez; III. N?o h? necessidade de afirmar que actuou de forma ?livre? e ?volunt?ria?, porquanto os actos materiais descritos como tendo sido executados pelo arguido n?o se mostram circunstanciados em contexto de qualquer coa??o ou aus?ncia de livre arbitrio e muito menos poder?o ser entendidos como resultado de um acto ?reflexo? ou ?espasmo corporal?, que n?o sendo imposs?veis, s?o dificilmente conceb?veis no acto de condu??o de ve?culo, entendido como acto de dirigir e controlar o ve?culo, fazendo-o deslocar-se. IV. N?o integra o conceito de acusa??o manifestamente infundada para efeitos da sua rejei??o, nos termos do artigo 311?, n? 2, al. a), por refer?ncia ao n? 3, al. b) do CPP, a acusa??o que, imputando ao arguido o crime de condu??o sem habilita??o legal previsto e punido pelo artigo 3?, n?s 1 e 2 do D.L. n? 2\/98, de 03.01, n?o alegou que a actua??o do arguido foi ?livre? e ?volunt?ria?.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/197fc2dd45c449f1802588ef0041a81e?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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