{"id":611079,"date":"2026-04-19T21:17:42","date_gmt":"2026-04-19T19:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/"},"modified":"2026-04-19T21:17:42","modified_gmt":"2026-04-19T19:17:42","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA DO CARMO SILVA DIAS. I. Perante a senten?a absolut?ria da 1? inst?ncia, proferindo a Rela??o decis?o condenat?ria incompleta, porque alheando-se completamente do ac?rd?o do STJ n.? 4\/2016, de 21.01.2016, em vigor, decide reenviar o processo para a 1? inst?ncia para apurar factos relevantes para a determina??o da medida e escolha das penas concretas a aplicar e proceder ? respetiva imposi??o dessas penas, assim proferindo uma decis?o inovadora quanto ? quest?o da culpabilidade mas, depois, n?o decidindo da determina??o da san??o, atuou em flagrante viola??o do disposto no art. 445.?, n.? 3, do CPP, sendo essa a via de inviabilizar o direito ao recurso da arguida para o STJ, previsto no art. 400.?, n.? 1, al. e), do CPP, desde a reforma introduzida pela Lei n.? 94\/2021, quando ? confrontada com uma decis?o inovadora como sucede neste caso. II. Vedando-se, neste momento, o direito ao recurso da arguida para o STJ ao abrigo do art. 400.?, n.? 1, al. e), do CPP ou, considerando que n?o era aplic?vel o disposto no art. 400.?, n.? 1, al. c), do CPP, isso iria contra todos os princ?pios e regras que se enquadram no n?cleo essencial das garantias de defesa do arguido, pois que sendo absolvido pela 1? inst?ncia e depois condenado (ainda que imperfeitamente) pela Rela??o, tal significava que era confrontado com uma nova decis?o desfavor?vel, tendo de lhe ser reconhecido o acesso ao tribunal que ocupa o topo da hierarquia na organiza??o judici?ria dos tribunais criminais e o direito a um grau de recurso (artigos 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 2, da CRP). III. Perante uma situa??o omissa como esta, n?o prevista no art. 400.? do CPP, ? semelhan?a do que ensina Maria Jo?o Antunes, Direito Processual Penal, Almedina, Coimbra, 2016, pp. 209-210 (ainda que para outros casos omissos), visto o princ?pio geral da recorribilidade previsto no art. 399.? do CPP e no confronto com o disposto no art. 432.?, n.? 1, al. b), do CPP, h? que garantir o direito ao recurso da arguida, sob pena de lhe ser vedada a possibilidade de posteriormente impugnar a quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o e que ? garantido pela CRP, sendo, assim, admiss?vel o recurso da arguida; por isso, acrescentamos que, outra interpreta??o de tais normas era inconstitucional, por viola??o dos arts. 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 1, da CRP, traduzindo-se numa inaceit?vel restri??o ? admissibilidade do recurso em segundo grau, relativo ? quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o, que a condenou sem lhe aplicar pena, reenviando o processo para a 1? inst?ncia para esse efeito, o que impedia a arguida de sindicar aquela parte da decis?o inovadora. IV. N?o tendo a Rela??o aplicado, no ac?rd?o recorrido, as respetivas penas individuais e ?nica, como lhe competia e, portanto, n?o se pronunciando sobre a quest?o da determina??o da san??o, cometeu uma nulidade por omiss?o de pron?ncia prevista nos arts. 369.?, 374.?, n.? 3, al. b), 375.?, 379.?, n.? 1, al. a), al. c) e n? 3 e 425.?, n.? 4, do CPP, a qual ter? de suprir tendo em aten??o o ac. do STJ n.? 4\/2016, que ignorou.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/5e439b106b70ac3f80258a54002f2b49?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: MARIA DO CARMO SILVA DIAS. I. 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Vedando-se, neste momento, o direito ao recurso da arguida para o STJ ao abrigo do art. 400.?, n.? 1, al. e), do CPP ou, considerando que n?o era aplic?vel o disposto no art. 400.?, n.? 1, al. c), do CPP, isso iria contra todos os princ?pios e regras que se enquadram no n?cleo essencial das garantias de defesa do arguido, pois que sendo absolvido pela 1? inst?ncia e depois condenado (ainda que imperfeitamente) pela Rela??o, tal significava que era confrontado com uma nova decis?o desfavor?vel, tendo de lhe ser reconhecido o acesso ao tribunal que ocupa o topo da hierarquia na organiza??o judici?ria dos tribunais criminais e o direito a um grau de recurso (artigos 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 2, da CRP). III. Perante uma situa??o omissa como esta, n?o prevista no art. 400.? do CPP, ? semelhan?a do que ensina Maria Jo?o Antunes, Direito Processual Penal, Almedina, Coimbra, 2016, pp. 209-210 (ainda que para outros casos omissos), visto o princ?pio geral da recorribilidade previsto no art. 399.? do CPP e no confronto com o disposto no art. 432.?, n.? 1, al. b), do CPP, h? que garantir o direito ao recurso da arguida, sob pena de lhe ser vedada a possibilidade de posteriormente impugnar a quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o e que ? garantido pela CRP, sendo, assim, admiss?vel o recurso da arguida; por isso, acrescentamos que, outra interpreta??o de tais normas era inconstitucional, por viola??o dos arts. 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 1, da CRP, traduzindo-se numa inaceit?vel restri??o ? admissibilidade do recurso em segundo grau, relativo ? quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o, que a condenou sem lhe aplicar pena, reenviando o processo para a 1? inst?ncia para esse efeito, o que impedia a arguida de sindicar aquela parte da decis?o inovadora. IV. N?o tendo a Rela??o aplicado, no ac?rd?o recorrido, as respetivas penas individuais e ?nica, como lhe competia e, portanto, n?o se pronunciando sobre a quest?o da determina??o da san??o, cometeu uma nulidade por omiss?o de pron?ncia prevista nos arts. 369.?, 374.?, n.? 3, al. b), 375.?, 379.?, n.? 1, al. a), al. c) e n? 3 e 425.?, n.? 4, do CPP, a qual ter? de suprir tendo em aten??o o ac. do STJ n.? 4\/2016, que ignorou.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u9884\u8ba1\u9605\u8bfb\u65f6\u95f4\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u5206\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\\\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-19T19:17:42+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"zh-Hans\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\\\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"zh-Hans\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"zh-Hans\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/","og_locale":"zh_CN","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25","og_description":"Relator: MARIA DO CARMO SILVA DIAS. 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Vedando-se, neste momento, o direito ao recurso da arguida para o STJ ao abrigo do art. 400.?, n.? 1, al. e), do CPP ou, considerando que n?o era aplic?vel o disposto no art. 400.?, n.? 1, al. c), do CPP, isso iria contra todos os princ?pios e regras que se enquadram no n?cleo essencial das garantias de defesa do arguido, pois que sendo absolvido pela 1? inst?ncia e depois condenado (ainda que imperfeitamente) pela Rela??o, tal significava que era confrontado com uma nova decis?o desfavor?vel, tendo de lhe ser reconhecido o acesso ao tribunal que ocupa o topo da hierarquia na organiza??o judici?ria dos tribunais criminais e o direito a um grau de recurso (artigos 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 2, da CRP). III. Perante uma situa??o omissa como esta, n?o prevista no art. 400.? do CPP, ? semelhan?a do que ensina Maria Jo?o Antunes, Direito Processual Penal, Almedina, Coimbra, 2016, pp. 209-210 (ainda que para outros casos omissos), visto o princ?pio geral da recorribilidade previsto no art. 399.? do CPP e no confronto com o disposto no art. 432.?, n.? 1, al. b), do CPP, h? que garantir o direito ao recurso da arguida, sob pena de lhe ser vedada a possibilidade de posteriormente impugnar a quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o e que ? garantido pela CRP, sendo, assim, admiss?vel o recurso da arguida; por isso, acrescentamos que, outra interpreta??o de tais normas era inconstitucional, por viola??o dos arts. 32.?, n.? 1 e 18.?, n.? 1, da CRP, traduzindo-se numa inaceit?vel restri??o ? admissibilidade do recurso em segundo grau, relativo ? quest?o da culpabilidade decidida inovadoramente pela Rela??o, que a condenou sem lhe aplicar pena, reenviando o processo para a 1? inst?ncia para esse efeito, o que impedia a arguida de sindicar aquela parte da decis?o inovadora. IV. N?o tendo a Rela??o aplicado, no ac?rd?o recorrido, as respetivas penas individuais e ?nica, como lhe competia e, portanto, n?o se pronunciando sobre a quest?o da determina??o da san??o, cometeu uma nulidade por omiss?o de pron?ncia prevista nos arts. 369.?, 374.?, n.? 3, al. b), 375.?, 379.?, n.? 1, al. a), al. c) e n? 3 e 425.?, n.? 4, do CPP, a qual ter? de suprir tendo em aten??o o ac. do STJ n.? 4\/2016, que ignorou.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u9884\u8ba1\u9605\u8bfb\u65f6\u95f4":"3 \u5206"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/#website"},"datePublished":"2026-04-19T19:17:42+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/#breadcrumb"},"inLanguage":"zh-Hans","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1519-15-4japrt-p1-s1-2023-10-25\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1519\/15.4JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-10-25"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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