{"id":642035,"date":"2026-04-22T00:11:46","date_gmt":"2026-04-21T22:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-37-23-1jafar-a-e1-a-s1-2023-04-19\/"},"modified":"2026-04-22T00:11:46","modified_gmt":"2026-04-21T22:11:46","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-37-23-1jafar-a-e1-a-s1-2023-04-19","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-37-23-1jafar-a-e1-a-s1-2023-04-19\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 37\/23.1JAFAR-A.E1-A.S1 \u2013 2023-04-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LOPES DA MOTA. I. A prote??o da garantia de imparcialidade do juiz ? assegurada pelos impedimentos (artigos 39.? a 42 do CPP), e, complementarmente, pelo instituto das suspei??es, que podem assumir a natureza de recusa ou de escusa (artigos 43.? a 45.? do CPP). II. Na determina??o de uma suspei??o que justifique o afastamento do juiz do processo por recurso ? cl?usula geral enunciada no n.? 1 do artigo 43.? do CPP deve atender-se a que esta revela que a preocupa??o central que anima o regime legal ? prevenir o perigo de a interven??o do juiz ser encarada pela comunidade com desconfian?a e com suspeita sobre a sua imparcialidade. III. A jurisprud?ncia deste Tribunal tem adotado um crit?rio particularmente exigente, pois que, estando em causa o princ?pio do juiz natural, deve tratar-se de uma suspei??o fundada em motivo s?rio e grave, a avaliar em fun??o das circunst?ncias objetivas do caso, ?a partir do senso e experi?ncia comuns, conforme ju?zo do cidad?o de forma??o m?dia da comunidade do julgador?. IV. ?O crit?rio objectivo, que se exprime na c?lebre formula??o do sistema ingl?s justice must not only be done: it must be seen to be done, enfatiza a import?ncia das ?apar?ncias?, como tem sublinhado o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, a prop?sito da densifica??o do conceito de ?tribunal imparcial? constante do artigo 6.? da Conven??o Europeia dos Direitos Humanos (salientando a sujei??o da imparcialidade aos testes objectivo e subjectivo, e real?ando a import?ncia das ?apar?ncias?, o ac?rd?o ?ahiner c. Turquia, n.? 29279\/95, de 25.09.2001, ?36, e outros nele citados) V. Verificando-se a exist?ncia de um rela??o de natureza pessoal de grande proximidade, prolongada no tempo, ao longo de mais de duas d?cadas, no contexto de uma rela??o familiar, com a Procuradora da Rep?blica que representa o Minist?rio P?blico no recurso em cujo julgamento deve intervir, resultante do facto, bem conhecido publicamente, de viverem e conviverem na mesma cidade e de a Procuradora da Rep?blica viver em uni?o de facto com o seu cunhado, irm?o do seu marido, a interven??o da Ju?za Desembargadora no julgamento do recurso corre s?rio risco de ser considerada suspeita,? constituindo, assim, motivo s?rio e grave, adequado a gerar desconfian?a sobre a sua imparcialidade.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/325b085af3f9e12b80258997002d52b8?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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