{"id":653601,"date":"2026-04-23T01:20:06","date_gmt":"2026-04-22T23:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-19-20-5jblsb-l1-s1-2022-11-03-2\/"},"modified":"2026-04-23T01:20:06","modified_gmt":"2026-04-22T23:20:06","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-19-20-5jblsb-l1-s1-2022-11-03-2","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-19-20-5jblsb-l1-s1-2022-11-03-2\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 19\/20.5JBLSB.L1.S1 \u2013 2022-11-03"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANT?NIO GAMA. I &#8211; Num processo de estrutura contradit?ria, como acontece com a fase de recurso no processo penal portugu?s, pressup?e-se que as quest?es postas em recurso tenham sido objeto de decis?o e de pr?via discuss?o. II &#8211; Salvo os casos de conhecimento oficioso, o recurso n?o ? o meio processual pr?prio para suscitar quest?o nova, relativamente ? qual n?o discretearam os sujeitos processuais e que , por isso, n?o foi objeto de pron?ncia pela decis?o recorrida. III ? Os recursos destinam-se a reexaminar decis?es proferidas por jurisdi??o inferior e n?o a obter decis?es sobre quest?es novas, n?o colocadas perante aquelas jurisdi??es, posto que, como rem?dios jur?dicos que s?o, com eles n?o se visa o conhecimento de quest?es novas n?o apreciadas pelo tribunal recorrido, mas sim apurar da adequa??o e legalidade das decis?es sob recurso. IV ? Em processo penal, o caso julgado formal atinge as decis?es que visam a prossecu??o de uma finalidade instrumental que pressup?e estabilidade ? a inalterabilidade dos efeitos de uma decis?o de conforma??o processual ou que defina nos termos da lei o objeto do processo ? constituindo um efeito de vincula??o intraprocessual e de preclus?o. V ? O in d?bio pro reo n?o ? uma regra de aprecia??o da prova, aplica-se, posteriormente, quando depois de produzida e valorada toda a prova persiste uma d?vida inultrapass?vel, um non liquet. Em todos os casos de persist?ncia de d?vida razo?vel ap?s a produ??o e valora??o da prova, o facto em d?vida deve ser decidido em sentido favor?vel ao arguido. VI ? O direito ao sil?ncio n?o tem s? consagra??o legislativa ordin?rio sendo uma emana??o do princ?pio do Estado de Direito. A confiss?o e o arrependimento s?o circunst?ncias, quando se verificam, favor?veis ao arguido; n?o confessando o arguido, nem demostrando arrependimento, deixa de poder contar com essas circunst?ncias favor?veis, mas isso n?o equivale a que se contabilize como agravantes a n?o confiss?o e n?o ter demonstrado arrependimento pela pr?tica dos factos. VII ? Constitui erro na determina??o da medida da pena considerar contra o arguido circunst?ncias derivadas do exerc?cio de um direito.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/e47f4c807213cd16802588ef003d009d?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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