{"id":654266,"date":"2026-04-23T03:17:23","date_gmt":"2026-04-23T01:17:23","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2686-18-0t8lra-c1-s1-2022-10-27\/"},"modified":"2026-04-23T03:17:23","modified_gmt":"2026-04-23T01:17:23","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2686-18-0t8lra-c1-s1-2022-10-27","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2686-18-0t8lra-c1-s1-2022-10-27\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2686\/18.0T8LRA.C1.S1 \u2013 2022-10-27"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MANUEL CAPELO. I &#8211; Para que se verifiquem os pressupostos da responsabilidade civil contratual, do intermedi?rio financeiro, ? necess?rio demonstrar o facto il?cito (traduzido na presta??o de informa??o err?nea, no quadro de rela??o negocial banc?ria e intermedia??o financeira); a culpa (que se presume); o dano (correspondente ? perda do capital entregue para subscri??o do ajuizado produto financeiro); importando tamb?m apreciar o nexo de causalidade entre o facto e o dano (reconhecendo-se que, a quem alega o direito, cabe demonstrar a exist?ncia do nexo causal entre a ilicitude e o dano, n?o se presumindo, quer o nexo de causalidade quer o dano, donde, para que se possa afirmar que o intermedi?rio financeiro ? respons?vel pelo dano sofrido pelos investidores, necess?rio se torna que estes demonstrem o nexo de causalidade entre a viola??o do dever de informa??o e o dano, devendo o nexo causal ser analisado atrav?s da demonstra??o, que decorre da mat?ria de facto). II &#8211; Conforme jurisprud?ncia uniformizada do STJ de 06-12-2021 no processo 1479\/16.4T8LRA.C2.S1-A, ?1. No ?mbito da responsabilidade civil pr?-contratual ou contratual do intermedi?rio financeiro, nos termos dos arts. 7.?, n.? 1, 312.?, n.? 1, al. a), e 314.? do CVM, na reda??o anterior ? introduzida pelo DL n.? 357-A\/07, de 31-10, e 342.?, n.? 1, do CC, incumbe ao investidor, mesmo quando seja n?o qualificado, o ?nus de provar a viola??o pelo intermedi?rio financeiro dos deveres de informa??o que a este s?o legalmente impostos e o nexo de causalidade entre a viola??o do dever de informa??o e o dano. 2. Se o banco, intermedi?rio financeiro &#8211; que sugeriu a subscri??o de obriga??es subordinadas pelo prazo de maturidade de 10 anos a um cliente que n?o tinha conhecimentos para avaliar o risco daquele produto financeiro nem pretendia aplicar o seu dinheiro em ?produtos de risco? &#8211; informou apenas o cliente, relativamente ao risco do produto, que o ?reembolso do capital era garantido (porquanto n?o era produto de risco?, sem outras explica??es, nomeadamente, o que eram obriga??es subordinadas), n?o cumpre o dever de informa??o aludido no art. 7.?, n.? 1, do CVM. 3. O nexo de causalidade deve ser determinado com base na falta ou inexatid?o, imput?vel ao intermedi?rio financeiro, da informa??o necess?ria para a decis?o de investir. 4. Para estabelecer o nexo de causalidade entre a viola??o dos deveres de informa??o, por parte do intermedi?rio financeiro, e o dano decorrente da decis?o de investir, incumbe ao investidor provar que a presta??o da informa??o devida o levaria a n?o tomar a decis?o de investir.?<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/f45666791054f4f1802588ee006e5ac6?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: MANUEL CAPELO. 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