{"id":670427,"date":"2026-04-24T07:49:44","date_gmt":"2026-04-24T05:49:44","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-403-21-7t8mbr-c1-s1-2022-04-20\/"},"modified":"2026-04-24T07:49:44","modified_gmt":"2026-04-24T05:49:44","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-403-21-7t8mbr-c1-s1-2022-04-20","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-403-21-7t8mbr-c1-s1-2022-04-20\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 403\/21.7T8MBR.C1.S1 \u2013 2022-04-20"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ISA?AS P?DUA. I &#8211; Como regra, o STJ, enquanto tribunal de revista, apenas conhece de mat?ria de direito, estando a sindic?ncia que possa fazer sobre o julgamento da mat?ria de facto feito pelas inst?ncias circunscrita\/limitada ?quelas situa??es excecionais que se encontram no dom?nio da chamada prova vinculada, em que o tribunal a quo tenha violado as regras legais que regem\/disciplinam esse direito probat?rio material probat?rio, e da? que n?o possa intervir, na decis?o de facto, quando se estejam em causa factos que dependem da livre aprecia??o do julgador. II &#8211; A Conven??o de Haia (conclu?da 25\/10\/1980 e ? qual Portugal aderiu como Estado contratante) regula e disciplina aquelas situa??es de desloca??o e\/ou reten??o il?citas de menores de 16 anos para ou em qualquer Estado contratante, promovendo\/assegurando o seu regresso imediato ao pa?s da sua resid?ncia habitual, e onde o mesmo se encontrava, sob tutela legal, antes dessa ocorr?ncia. III &#8211; Sempre que um Estado-membro da Uni?o Europeia esteja implicado no lit?gio, as normas da Conven??o devem ser aplicadas, em estreita conjuga??o de complementaridade, com as normas constantes do Regulamento (CE) n?. 2201\/2003, de 27 de novembro ? Relativo ? Compet?ncia, ao Reconhecimento e ? Execu??o de Decis?es em Mat?ria Matrimonial e em Mat?ria de Responsabilidade Parental &#8211; (tamb?m conhecido por Regulamento de Bruxelas II bis). IV &#8211; Centrando-se essa situa??o de desloca??o ou reten??o il?citas no ?mbito do exerc?cio das responsabilidades parentais, entre os objetivos que est?o subjacentes ? promo??o do imediato regresso da crian?a, deslocada e\/ou retida ilicitamente, ao pa?s da sua resid?ncia habitual destaca-se o de evitar o recurso aos meios de autotutela por um dos progenitores para resolver diverg?ncias relacionadas com o exerc?cio dessas responsabilidades, especialmente quanto ? guarda da crian?a, dissuadindo-o de tentar criar situa??es de facto que lhes sejam favor?veis, numa discuss?o posterior sobre a guarda e resid?ncia da crian?a. V &#8211; A determina??o desse regresso imediato tem como pressupostos a demonstra??o pelo requerente da verifica??o da ilicitude da desloca??o ou da reten??o il?cita da crian?a. VI &#8211; Regresso esse que s? dever? ser recusado ? em homenagem ao superior interesse da crian?a, outro dos princ?pios estruturantes da Conven??o, bem como do aludido Regulamento, e que a? se presume com a tomada de tal medida ? se se verificar que entre a data da desloca??o e a data de in?cio do processo, tendente assegurar o seu regresso, tenha decorrido mais de 1 ano e a crian?a j? se encontre integrada no seu atual novo ambiente ou ent?o qualquer umas das circunst?ncias contempladas nos art?s. 13? ou 20? da Conven??o. VII &#8211; Sobre o requerente que impende o ?nus de alega??o e prova do pressuposto referido em V, e sobre o requerido, que pretende opor-se a esse regresso, incide\/impende o ?nus de alega??o e prova das circunst?ncias de exce??o a que se alude em VI. VIII &#8211; Ao tribunal do Estado contratante demandado, a quem ? solicitada a ?provid?ncia? no sentido de determinar o regresso imediato da crian?a no ?mbito da Conven??o, apenas compete pronunciar-se sobre a verifica??o ou n?o dos respetivos pressupostos legais que lhe permitem tomar essa medida.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/621dea8cbdd6bfa08025882b00474903?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ISA?AS P?DUA. 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III - Sempre que um Estado-membro da Uni?o Europeia esteja implicado no lit?gio, as normas da Conven??o devem ser aplicadas, em estreita conjuga??o de complementaridade, com as normas constantes do Regulamento (CE) n?. 2201\/2003, de 27 de novembro ? Relativo ? Compet?ncia, ao Reconhecimento e ? Execu??o de Decis?es em Mat?ria Matrimonial e em Mat?ria de Responsabilidade Parental - (tamb?m conhecido por Regulamento de Bruxelas II bis). IV - Centrando-se essa situa??o de desloca??o ou reten??o il?citas no ?mbito do exerc?cio das responsabilidades parentais, entre os objetivos que est?o subjacentes ? promo??o do imediato regresso da crian?a, deslocada e\/ou retida ilicitamente, ao pa?s da sua resid?ncia habitual destaca-se o de evitar o recurso aos meios de autotutela por um dos progenitores para resolver diverg?ncias relacionadas com o exerc?cio dessas responsabilidades, especialmente quanto ? guarda da crian?a, dissuadindo-o de tentar criar situa??es de facto que lhes sejam favor?veis, numa discuss?o posterior sobre a guarda e resid?ncia da crian?a. V - A determina??o desse regresso imediato tem como pressupostos a demonstra??o pelo requerente da verifica??o da ilicitude da desloca??o ou da reten??o il?cita da crian?a. VI - Regresso esse que s? dever? ser recusado ? em homenagem ao superior interesse da crian?a, outro dos princ?pios estruturantes da Conven??o, bem como do aludido Regulamento, e que a? se presume com a tomada de tal medida ? se se verificar que entre a data da desloca??o e a data de in?cio do processo, tendente assegurar o seu regresso, tenha decorrido mais de 1 ano e a crian?a j? se encontre integrada no seu atual novo ambiente ou ent?o qualquer umas das circunst?ncias contempladas nos art?s. 13? ou 20? da Conven??o. VII - Sobre o requerente que impende o ?nus de alega??o e prova do pressuposto referido em V, e sobre o requerido, que pretende opor-se a esse regresso, incide\/impende o ?nus de alega??o e prova das circunst?ncias de exce??o a que se alude em VI. 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Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"zh-Hans\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"zh-Hans\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/zh-hans\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 403\/21.7T8MBR.C1.S1 \u2013 2022-04-20 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-403-21-7t8mbr-c1-s1-2022-04-20\/","og_locale":"zh_CN","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 403\/21.7T8MBR.C1.S1 \u2013 2022-04-20","og_description":"Relator: ISA?AS P?DUA. 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VI - Regresso esse que s? dever? ser recusado ? em homenagem ao superior interesse da crian?a, outro dos princ?pios estruturantes da Conven??o, bem como do aludido Regulamento, e que a? se presume com a tomada de tal medida ? se se verificar que entre a data da desloca??o e a data de in?cio do processo, tendente assegurar o seu regresso, tenha decorrido mais de 1 ano e a crian?a j? se encontre integrada no seu atual novo ambiente ou ent?o qualquer umas das circunst?ncias contempladas nos art?s. 13? ou 20? da Conven??o. VII - Sobre o requerente que impende o ?nus de alega??o e prova do pressuposto referido em V, e sobre o requerido, que pretende opor-se a esse regresso, incide\/impende o ?nus de alega??o e prova das circunst?ncias de exce??o a que se alude em VI. 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