{"id":823483,"date":"2026-05-03T10:46:07","date_gmt":"2026-05-03T08:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2428-20-0t8csc-l1-7-2023-11-21\/"},"modified":"2026-05-03T10:46:07","modified_gmt":"2026-05-03T08:46:07","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2428-20-0t8csc-l1-7-2023-11-21","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/zh-hans\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-2428-20-0t8csc-l1-7-2023-11-21\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 2428\/20.0T8CSC.L1-7 \u2013 2023-11-21"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: CRISTINA COELHO. 1.?As san??es previstas no art. 442? do CC (antes ou depois da reda??o dada pelo DL. 379\/86 de 11.11) s? se aplicam no caso de incumprimento definitivo e n?o no caso de simples mora. 2.?A possibilidade de resolver o contrato por altera??o das circunst?ncias representa um desvio ao princ?pio do cumprimento pontual dos contratos estabelecido no art. 406?, n? 1, do CC, daqui decorrendo que compete ? parte que queira prevalecer-se de uma altera??o das circunst?ncias a alega??o e prova dos elementos constitutivos da respetiva previs?o. 3.?A crise COVID-19 configura uma altera??o anormal das circunst?ncias, tornando-se necess?rio que a parte que pretenda valer-se do instituto em causa demonstre que a situa??o pand?mica causou uma altera??o anormal e imprevis?vel das circunst?ncias, provocando-lhe um dano grave, de tal modo que, a exig?ncia a essa parte, do cumprimento das obriga??es assumidas, contraria gravemente a boa-f?. 4.?Apenas quando verificado o preenchimento dos mencionados pressupostos, ter? a parte lesada direito ? resolu??o (ou ? modifica??o) do contrato segundo ju?zos de equidade, e desde que n?o se encontre em mora no momento em que a altera??o das circunst?ncias ocorreu. 5.?Tendo o sinal natureza real, s? existe quando se tenha efetuado a sua entrega, exceto se, convencionalmente, as partes acordarem expressamente que o quantitativo prometido (originariamente ou em aditamento ?quele que j? tiver sido prestado) se destina a fixar, independentemente da sua entrega, o montante da indemniza??o ou o pre?o da desist?ncia do contrato. 6.?N?o havendo sinal passado, a indemniza??o a pagar ao contraente n?o faltoso apura-se de harmonia com as regras gerais da responsabilidade civil e tende a cobrir os danos efetivos causados pelo incumprimento do contrato. 7.?Embora o art. 5?, n? 3, do CPC, estabele?a que o juiz n?o est? sujeito ?s alega??es das partes no tocante ? indaga??o, interpreta??o e aplica??o das regras de direito, s? o pode fazer tendo em conta a factualidade alegada e provada, e dentro dos limites do efeito pr?tico jur?dico pretendido pelas partes.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/99f6c94258317e5380258a7d002f1c0c?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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